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quinta-feira, 8 de março de 2012

 
     Diversas organizações religiosas cobram o dízimo, ou seja, dez por cento do salário de seus adeptos. Os líderes de tais religiões citam como base para essa exigência o texto de Malaquias 3:10, que declara: “‘Trazei todas as décimas partes à casa do depósito para que venha a haver alimento na minha casa; e experimentai-me, por favor, neste respeito’, disse Jeová dos exércitos, ‘se eu não vos abrir as comportas dos céus e realmente despejar sobre vós uma bênção até que não haja mais necessidade’”. Mas, o que a Bíblia como um todo tem a dizer sobre o assunto?

Requisito da Lei mosaica

     Encontramos duas referências ao dízimo no período pré-mosaico. A primeira delas diz respeito a Abraão ter pago dízimo a Melquisedeque. (Gên. 14:18-20) Contudo, Abraão deu tal décimo, ou dízimo, voluntariamente a Melquisedeque, e apenas uma vez. Não há menção de que ele tivesse feito isso outra vez. A outra referência encontra-se em Gênesis 28:20-22, que menciona o voto que Jacó fez, de dar a Deus um décimo de tudo o que recebesse da parte de Jeová. O fato de Jacó ter feito um voto prova que naquela época o dízimo não era obrigatório. Ademais, Jacó não repassou tal obrigação que impôs a si mesmo aos seus descendentes. Portanto, antes do advento da Lei mosaica, não havia dízimo obrigatório.

     O dízimo tornou-se uma exigência legal no arranjo do pacto da Lei mosaica. Lemos em Hebreus 7:5: “Os homens dos filhos de Levi que recebem o seu cargo sacerdotal têm o mandamento de cobrar dízimos do povo, segundo a Lei.” Jesus apoiou o dízimo enquanto a Lei mosaica vigorava, assim como também apoiou as demais exigências da Lei. (Luc. 11:42; Mat. 5:23, 24; 8:4) Mas, quando a Lei findou, tendo cumprido seu objetivo, o requisito do dízimo, que fazia parte dessa Lei, também foi abolido. Sobre isso, o apóstolo Paulo afirmou: “Pois, mudando-se o sacerdócio, necessariamente há também mudança da lei.” (Heb. 7:12) Que dizer então do tão citado texto de Malaquias 3:10?

Exame honesto de Malaquias 3:10

     Quando foi escrito o livro de Malaquias, a Lei dada a Israel vigorava. Era, pois, natural que Jeová esperasse que os que compunham o seu povo naquele tempo mostrassem o seu apreço pelas provisões divinas por pagarem prazerosamente o dízimo. Mas observe o objetivo desse requisito: “Para que venha a haver alimento na minha casa.” Visto que os levitas atuavam em seu cargo sacerdotal por tempo integral, Jeová fez esse amoroso arranjo para o sustento deles. (Veja Nee. 10:37) Quando os israelitas deixavam de cumprir com o requisito do dízimo, os que trabalhavam no templo tinham de deixar seu serviço sagrado para se empenhar em trabalho secular para o sustento próprio, resultando no prejuízo da adoração verdadeira. (Nee. 13:10-12) Mas, como disse Paulo, no cristianismo o arranjo do sacerdócio levítico deixou de existir, havendo necessariamente também “mudança da lei” – da Lei mosaica para a “lei do Cristo”. (Heb. 7:12; Gál. 6:2) E o que a “lei do Cristo” especifica sobre esse tema?

     No cristianismo não há provisão para o dízimo, ou pagamento obrigatório de qualquer quantia. O princípio a ser seguido no padrão cristão é o de 2 Coríntios 9:7: “Faça cada um conforme tem resolvido no seu coração, não de modo ressentido, nem sob compulsão, pois Deus ama o dador animado.” Portanto, não há base bíblica para a cobrança de dízimos ou de quaisquer pagamentos dentro do cristianismo.

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